Bem Vindo!

Veganismo – um passo de cada vez

Renovando o estoque de ideias…

Então, voltei para falar sobre minhas reflexões e experiências com o veganismo.

O fato de não consumir ingredientes e nem derivados de origem animal me trouxe uma compreensão de que, por mais que possa aparentar ser algo difícil e estranho romper com a cultura onívora (aquela em que se come tudo ou de tudo; em que alimenta-se tanto de matéria vegetal quanto animal), todos podemos e temos capacidade para conquistar novos hábitos e readaptar nosso consumo, tanto na alimentação como no vestuário e em todas áreas da nossa vida. Em suma, nós possuímos habilidade para promover transformações, para exercitar valores éticos e refletir mais sobre a nossa maneira de se relacionar com a natureza e com o meio no qual estamos inseridos. Um consumo respeitoso, onde é possível pensar em nós e em nosso planeta, e ter empatia por todos que fazem parte dele, pois até onde eu sei todos os animais também têm direito à vida, não é mesmo? Independentemente de apresentarem características emocionais e físicas distintas da minha.

Tá, mas de que forma podemos começar a inserir algumas mudanças em nossa vida, em relação ao vegetarianismo? De que maneira exercer algumas coisas nas quais acreditamos e que para nós já faz algum sentido?

 

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Bem, meu aprendizado sempre se deu de forma mais lentinha. Então, uma das abordagens que acho muito inteligente e consegue de fato abranger um número grande de pessoas é a campanha “segunda-feira sem carne” (fica aqui o link para entender mais: http://www.segundasemcarne.com.br/), em que pelo menos uma vez na semana rola um estímulo forte para que a gente não coma carne. A divulgação atribui à segunda-feira, contudo você pode adaptar para outro dia da semana. Isso fica a seu critério.

A proposta de iniciar com pequenos passos acho super válida, pois acredito que, em relação a qualquer mudança – por mais que conscientemente a gente saiba que é bom para nós, para os animais e para o planeta – temos as nossas resistências, mesmo porque mudar sempre visa romper com hábitos e tradições…

Mas como qualquer processo de mudança, para consolidar é preciso que ele seja interno (vir de dentro, a partir de reflexões e pensamento crítico), para ser sólido é necessário que ele seja feito em doses homeopáticas…  Porque é como aprender a andar. Ninguém sai da barriga da mãe dando pulos de alegria! Huhu! Não. Primeiro a gente fica no colo, depois engatinha e depois… caminha meio torto… e assim o troço evolui…. Mas hoje em dia ninguém precisa mais te dizer: “um passo de cada vez pra não cair”.

Claro que, no tocante ao veganismo, sei sim que é uma mudança medonha, por isso mesmo acho delicado dizer: “Hoje pareiii total!!!!’. Poxa, infelizmente ainda não temos supermercados veganos e assistência que dê conta da nossa fome diária e das nossas necessidades de vestuário, acessórios, cosméticos e demais “coisinhas básicas e coisinhas fúteis” que não testem em animais ou que não usem algum ingrediente de origem animal (mesmo que para mim isso seja até estranho falar, porque eu até que já conheço diversas opções em todos os sentido veganísticos da coisa… Mas enfim… Eu tenho minhas vivências que provavelmente são diferentes das tuas). E conforme vamos avançando em nossas conversas aqui, vou exemplificando melhor essas “curiosidades” e possibilidades veganas. Como pode ser visto com mais fluidez em outros países do mundo, esse pensamento já vem sendo estimulando de forma bem intensa, e o Brasil também está crescendo bastante nesse sentido. Mas ainda depende de cada um fazer a sua parte, cada um no seu ritmo e tempo mas tendo vontade tudo é possível.

Cabe a nós sermos sensíveis aos sinais que o mundo vem nos apresentando e assim buscarmos alternativas (realistas e viáveis) que possam concretizar benfeitorias de maneira sistêmica. E outra, nada de ter fobia a processos de mudança hein… rsrs

Entendo que ainda estamos presos na cultura que estimula e contribui com os nossos vícios alimentares e nossas crenças de que temos que ser indiferentes perante o entendimento e a compreensão mais profunda da origem do que compramos e consumimos. Percebo também que muitos nem sequer se questionaram sobre esse assunto. Na medida do possível eu sempre tento saber a origem de determinado alimento ou onde está localizada a produção de determinada roupa. Acho positivo lembrar que os animais são seres sencientes e que, portanto, têm a capacidade de sentir prazer e dor, como nós! O que desejo é te passar essa mensagem de forma clara, objetiva, mas também amigável. Mas vem cá, quem vai entender o lado deles? Quem defende os direitos deles (sejam eles gatos, vacas, cachorros, porcos, bezerros, pássaros…)? Sim, já temos algumas leis para isso, mas ainda falta né…  Falta o dia-a-dia, falta a sutil percepção de que isso não precisa vir através da lei e sim de dentro de cada um de nós.

Penso que muitas práticas precisam ser repensadas em nossa vida e que o consumo excessivo de todo tipo de produto (alimentos, roupas e cosméticos) já não são mais vistos como ‘status’ e já nem está mais tão em alta… Palavras como sucesso, ambição e prestígio estão sendo repensadas e remodeladas, e na minha visão estão adquirindo outros significados. Estamos nesse processo de rever, reavaliar e claro, CRIAR! Eis o desafio constante para quem percebe que estamos em tempos de mudança e de novos aprendizados. Boa sorte pra nós! Tenhamos também em vista que quem faz a nossa ‘sorte’ somos nós mesmos.

E como Lulu Santos sempre nos disse em Tempos Modernos: Valeu Gente fina elegante e sincera!

Agradeço pela leitura, lembrando sempre que Veganismo é Amor… Sem condicionamentos sociais!

 

Mônica Carpes

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